sexta-feira, 17 de julho de 2009

Artigo Quinto no Twitter

Somos uma confraria politicamente incorreta e fazemos questão de deixar isso bem claro. Não fazemos muitas concessões, nem tampouco saímos por aí batendo panelas. Somos estudantes de Direito e fazemos parte da Confraria Artigo Quinto. http://twitter.com/ArtigoQuinto

MENTIRA - O HOMEM NUNCA PISOU NA LUA

Eu tinha 28 e fui entrevistar um velhinho de 99 anos, um descendente de italianos que morava em Santa Felicidade em Curitiba. Quando cheguei na casa dele, com meu caderninho em punho, ele olhou firme para mim e disse: - Primeira coisa que eu quero que você escreva lá naquele jornal que você trabalha é que "o homem nunca pisou na lua. Isso é tudo mentira dos americanos e dos russos que acham que o resto do mundo é trouxa".
E eu continuei conversando com ele por mais umas duas horas. Saí de lá me sentindo uma imbecil por ter acreditado até então que realmente alguém de nós um dia teria pisado lá (na lua). Hoje, aos 48 anos de idade eu tenho certeza que aqueles "manés" nunca estiveram lá (na lua). Se fosse verdade teríamos mais provas. As viagens que os multimilionários fazem hoje nos ônibus espaciais simplesmente os levam para o espaço, e também levam o dinehrio deles para o espaço (americano). Ninguem desce numa "estação" lunar. Desce?

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Quem disse que felicidade tem preço

Ouvir as palavras 'Eu te amo' vale US$ 263,4 mil, revelou uma pesquisa britânica citada pelo jornal "Telegraph". O estudo está no livro "Você é rico, só não sabe ainda", em que os autores Steve Henry e David Alberts, em plena crise econômica mundial, querem mostrar que há coisas mais importantes na vida que dinheiro. Segundo Henry, um ex-executivo da área de publicidade, o livro trata de um novo sistema de valor, "uma alternativa ao sistema financeiro".
Uma transadinha tá valendo em torno de US$ 169,570 mil (está em 8.º lugar no ranking da pesquisa). Entre os prazeres considerados à frente do sexo, estão viver em um país seguro e em paz - US$ 208 mil; ter filhos - US$ 199 mil; passar tempo com a família - US$ 177 mil; e rir significa apenas 174 mil.
Pela pesquisa, ser feliz no trabalho equivale a US$ 60 mil e tirar um dia de folga vale US$ 87 mil. Agora ficou fácil quantificar em dinheiro o quão deficitário pode ser aquele chefe mala ou aquele colega sacana que vive tentando lhe passar uma rasteira.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Esfera pública

A Esfera Pública Reinventada
Pelos Meios de Comunicação de Massa

Numa visão moderna de Esfera Pública, ela acontece sob forte influência dos meios de comunicação de massa, de forma rápida, intermediada e manipulada.

De acordo com a cientista política, Hanna Arendt, a sociedade grega dividia-se em três classes, a dos cidadãos livres, a dos comerciantes e artesãos, e a dos escravos e mulheres. Somente a primeira classe, a dos cidadãos, tinha direitos políticos, isto é, quem pertencesse a este grupo podia participar da esfera pública, sendo que o que a caracterizava era a ação (práxis) política. Para participar dela, o cidadão deveria estar apto a usar o discurso (logos) para com ele defender determinada posição e causa. Essa esfera era chamada “pública” porque só existia dentro da comunidade de homens livres (não há, por exemplo, esfera pública onde o homem vive em isolamento ou sob o julgo de uma tirania). A ação política consistia no ato de encontrar as palavras adequadas no momento certo. Seu efeito era o convencimento pela palavra, ao invés da força. Os gregos consideravam a vida pública uma segunda vida, além da vida privada. Ao contrário desta, na vida pública ativa é dada ao homem, possibilidade máxima de imortalidade através da rememoração posterior, pelas futuras gerações de seus atos nobres.
Na visão da sociologia da sociedade de massas, segundo Habermas, acontece uma “mudança estrutural da esfera pública” que passa a corresponder fundamentalmente ao espaço controlado pelos meios de comunicação de massa. Valendo-se da atualização do conceito de indústria cultural, tal como concebido em Adorno, esboça-se a imagem de um público disperso que, de produtores críticos da cultura, se transformaram em consumidores passivos dos conteúdos da mídia.
Interessada nos homens apenas enquanto consumidores - seja essa mercadoria em forma de discurso, doutrina, ideologia, paradigmas - a indústria cultural reduz a humanidade às condições que representam seus interesses. Essa indústria cultural propagada pelos meios de comunicação de massa, contribui, segundo Adorno, para falsificar as relações entre os homens, e dos homens com a natureza, de tal forma que o resultado se constitui numa espécie de antiiluminismo - considerando que o iluminismo teria como finalidade libertar os homens do medo, tornando-os senhores e liberando-os do mundo da magia e do mito e, conseqüentemente o levaria ao domínio da ciência e da técnica. Mas ao invés disso, o homem tornou-se vítima de um novo engodo: do progresso e da dominação técnica que nas palavras de Adorno – “impede a formação de indivíduos autônomos, independentes, capazes de julgar e de decidir conscientemente”.
De acordo com Jüngen Habermas a esfera pública está hoje impregnada na propaganda que se origina a partir de material de pesquisa empírica que nada mais é do que “opiniões quaisquer de grupos populacionais quaisquer”. Portanto, material de credibilidade duvidosa por representar opiniões individuais isoladas e informais que já passaram pelo processo de aculturação e que escapam do âmbito da reflexão. São opiniões que se formaram a partir do bombardeio publicitário por meio dos veículos de comunicação de massa.
Numa visão moderna de esfera pública, ela acontece sob forte influência dos meios de comunicação de massa, de forma rápida, intermediada e manipulada.
Também existe, segundo Habermas, a esfera da opinião quase-pública onde são produzidas as opiniões formais. Estas podem ser referidas a instituições reconhecidas, catalogadas por Habermas como “opiniões de primeira linha” divulgadas num círculo relativamente estreito, “para além da massa populacional, entre a imprensa política, o jornalismo opinativo em geral e os órgãos consultivos, orientadores, deliberativos com competências políticas ou politicamente relevantes – gabinetes, comissões governamentais, grêmios administrativos, comissões parlamentares, direções partidárias, secretariados de sindicatos, etc...”. Embora essas opiniões quase-públicas possam ser endereçadas a um público amplo, elas não preenchem as condições de um pensamento público.
Pierre Bourdieu no texto A Opinião Pública Não Existe, afirma que as pesquisas de opinião possuem uma fragilidade evidente pelo fato de “acumularem opiniões que absolutamente não possuem força real”, o que leva as mesmas a produzirem “artefatos sem sentido”. Ele argumenta também que, ao colocar-se “a mesma questão a todo mundo” reforça-se a “hipótese de que há um consenso sobre os problemas, ou seja, que há um acordo sobre as questões que merecem ser colocadas”.
Para o jornalista, escritor e professor-titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Muniz Sodré, hoje de fato, “a política – progressivamente automatizada em face de outras práticas e dissociada da antiga esfera pública – tende a ser vivida virtualmente, ou de modo espasmódico pelos cidadãos; ao sabor de gostos e humores idiossincráticos, como fato de mentalidade e costume, sem que as causas ou as questões públicas tenham maiores conseqüências para a sociedade”.
Tecnicamente, afirma Muniz Sodré, tudo isso redunda numa espécie de know-how que especialistas chamam de “americanização das campanhas” - o predomínio das aparências políticas criadas por um marketing que não dispensa radiodifusão, internet, editoração eletrônica e softwares de bancos de dados.
Dentro do processo eleitoral a palavra-chave é “foco político” que consiste em transformar o candidato na imagem e na mensagem que os eleitores adorariam consumir.
Muniz Sodré defende que a imprensa escrita, por exemplo, poderia realmente dizer, a seus leitores, que o resultado de uma pesquisa de popularidade do presidente da República é, simplesmente, um reflexo momentâneo de um gosto mais estético do que ético ou político da amostragem. “Assim como as cotações da Bolsa de Valores podem oscilar devido a rumores ou boatos, sem ligação real com o estado da economia”.

Referências Bibliográficas

ADORNO, Theodor W. Textos Escolhidos. In: Coleção Os Pensadores. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1996.
BOURDIEU, Pierre. A Opinião Pública Não Existe. In: THIOLLENT, Michel. Crítica metodológica, investigação social e enquete operária. São Paulo: Polis, 1982
HABERMAS, Jüngen. Mudança Estrutural da Esfera Pública. Investigação quanto a uma categoria da sociedade burguesa. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1984.
CASTRO, Suzana. O Enigma de Hanna. www.cronopios.com.br – 31/03/2006
SODRÉ, Muniz. A Opinião é mesmo pública? http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos/jd040420011.htm

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Cerejeira do Japão

As cerejeiras são do Japão, mas florescem em Curitiba.
A cidade, durante as primeiras semanas de junho, ganha um colorido rosa que só o criador sabe tonalizar. Quem já viu a beleza das flores dessa árvore lá no Japão, afirma que sob o sol dos trópicos elas ganham um colorido incrivelmente mais bonito. Se é que isto é possível.